Esse é um espaço de reflexões, sugestões, poesias, poemas, literatura em geral, música, arte, política, ativismo e de qualquer coisa que eu ache que possa ser relevante compartilhar com as pessoas. Boa leitura. Espero poder contribuir.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
I Have A Dream - legendado e transcrito
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre
. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
"Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."
Fonte: http://www.dhnet.org.br/desejos/sonhos/dream.htm
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Gilmar dos Santos Neves - Exemplo de perseverança
Gilmar é considerado o mais importante goleiro da história do Corinthians, do Santos e da Seleção Brasileira. Para muitos, o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos. Sua história no futebol é um exemplo para todos nós que sonhamos e corremos atrás de nossos sonhos. Começou a carreira no Jabaquara nos anos 1940. Sem espaço, foi dado ao Corinthians a título de contra peso, moeda de troca de uma transação com o Jabaquara para a compra do meia Ciciá (nos moldes "se quiser levar o Ciciá, terá que levar esse goleiro aqui também") em 1951. Chegou disputando posições com Cabeção e Bino e após uma derrota de 7x3 para a Portuguesa (então melhor ataque paulista, sendo dela a base do ataque da seleção paulista à época) amargou cinco meses de banco e a fama de frangueiro e para piorar, ainda vê o time ser campeão paulista com Cabeção soberano no gol. Só em abril de 1952, num amistoso contra o Rádium de Mococa ele voltou a jogar e nunca mais voltou para o banco de reservas. Após anos de desconfiança começava a surgir o (para muitos) maior goleiro do Brasil.
Depois disso foi bi-paulista e do Rio-São Paulo com o Corinthians e ganhou o que seria durante décadas o mais importante título corinthiano, o campeão do IV Centenário de São Paulo (à época, os campeonatos que caiam em anos festivos eram mais destacados). Durante uma década, a torcida corinthiana entendia uma faixa escrita "Gilmar, o supremo guardião do IV Centenário". Em 1961, o Corinthians em crise desmancha seu time e ele vai para o Santos FC no auge do "Esquadrão da Vila Belmiro" de Pelé (na Europa era conhecido como o "goleiro de Pelé"), sendo a peça que faltava para tornar aquele time semi imbátivel. Lá foi quatro vezes campeão da Taça Brasil, uma do Robertão (equivalentes ao nosso Campeonato Brasileiro atual), bi campeão da Libertadores e da Taça Intercontinental (aqui valorizada/chamada como Mundial de clubes) e cinco Campeonatos Paulistas. Titular absoluto da seleção em três Copa do Mundo, ganhou duas (58 e 62) onde ganhou a alcunha de "Muralha da Vila".
Sempre lembro da história do Gilmar para buscar fé em buscar os meus sonhos, pois a moeda de troca do Jabaquara, o terceiro goleiro frangueiro do Corinthians após anos de luta e crença em si mesmo se torna o goleiro mais importante da história do Corinthians (eu dividiria esse título com Ronaldo Giovanelli, mas aí é outra discussão), mais importante da história do Santos, atuando no considerado por muitos maior time de todos os tempos, goleiro absoluto da seleção brasileira bi campeã do Mundo. Sempre que alguém te desacreditar, te diminuir, lembre o maior goleiro da história do Brasil foi tratado como contra peso no começo da carreira, foi culpado por uma goleada histórica por uma das mais fanáticas torcidas do mundo e seguiu, lutou, acreditou em si mesmo e construiu a história relatada acima. Ontem, ele faleceu aos 83 anos. Fica a história, a obra de um dos maiores mitos que o esporte já produziu. Parabéns, Gilmar, você está eternamente em nossos corações e será eternamente minha inspiração.
Do goleiro e corinthiano
Luiz
Fonte: UNZELTE, Celso Dario. Almanaque do Corinthians e http://en.wikipedia.org/wiki/Gylmar_dos_Santos_Neves (acesso em 26 de agosto de 2013)
Depois disso foi bi-paulista e do Rio-São Paulo com o Corinthians e ganhou o que seria durante décadas o mais importante título corinthiano, o campeão do IV Centenário de São Paulo (à época, os campeonatos que caiam em anos festivos eram mais destacados). Durante uma década, a torcida corinthiana entendia uma faixa escrita "Gilmar, o supremo guardião do IV Centenário". Em 1961, o Corinthians em crise desmancha seu time e ele vai para o Santos FC no auge do "Esquadrão da Vila Belmiro" de Pelé (na Europa era conhecido como o "goleiro de Pelé"), sendo a peça que faltava para tornar aquele time semi imbátivel. Lá foi quatro vezes campeão da Taça Brasil, uma do Robertão (equivalentes ao nosso Campeonato Brasileiro atual), bi campeão da Libertadores e da Taça Intercontinental (aqui valorizada/chamada como Mundial de clubes) e cinco Campeonatos Paulistas. Titular absoluto da seleção em três Copa do Mundo, ganhou duas (58 e 62) onde ganhou a alcunha de "Muralha da Vila".
Sempre lembro da história do Gilmar para buscar fé em buscar os meus sonhos, pois a moeda de troca do Jabaquara, o terceiro goleiro frangueiro do Corinthians após anos de luta e crença em si mesmo se torna o goleiro mais importante da história do Corinthians (eu dividiria esse título com Ronaldo Giovanelli, mas aí é outra discussão), mais importante da história do Santos, atuando no considerado por muitos maior time de todos os tempos, goleiro absoluto da seleção brasileira bi campeã do Mundo. Sempre que alguém te desacreditar, te diminuir, lembre o maior goleiro da história do Brasil foi tratado como contra peso no começo da carreira, foi culpado por uma goleada histórica por uma das mais fanáticas torcidas do mundo e seguiu, lutou, acreditou em si mesmo e construiu a história relatada acima. Ontem, ele faleceu aos 83 anos. Fica a história, a obra de um dos maiores mitos que o esporte já produziu. Parabéns, Gilmar, você está eternamente em nossos corações e será eternamente minha inspiração.
Do goleiro e corinthiano
Luiz
Fonte: UNZELTE, Celso Dario. Almanaque do Corinthians e http://en.wikipedia.org/wiki/Gylmar_dos_Santos_Neves (acesso em 26 de agosto de 2013)
A Onda [2009][Legendado PTBR]
Como o fascismo está tão próximo da gente. Seria possível um nazi-fascismo na nossa época? Esse filme, baseado em uma experiência educacional estadunidense (ele é uma remontagem de um telefilme dos anos 1980) mostra que ele está muito próximo e fácil de acontecer, pois as pessoas buscam esse líder (fürher?) e buscam pertencer a algo único, unitário, que os torna facilmente manipuláveis, desde que ele fale o que você quer ouvir. Em épocas de nacionalismo exacerbado despolitizado "nas ruas", esse filme se torna recomendável como reflexão.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Porque o sapo não lava o pé, segundo vários intelectuais
Quando eu li o título deste texto
em minha caixa de emails, achei que fosse mais um spam e quase o
apaguei. Mas, por algum motivo, fui ler um trecho e percebi que era algo
muito engraçado e criativo. Uma espécie de piada cult (e para poucos, é
verdade! ). Alguns trechos poderiam ser usados em sala de aula, como
atividade. Mas vale mesmo como descontração…
POR QUE O SAPO NÃO LAVA O PÉ?
Explicações de vário estudiosos…
Olavo de Carvalho: O sapo não lava o pé. Não lava porque não
quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer e ainda culpa o
sistema, quando a culpa é da PREGUIÇA. Este tipo de atitude é que
infesta o Brasil e o Mundo, um tipo de atitude oriundo de uma complexa
conspiração moscovita contra a livre-iniciativa e os valores humanos da
educação e da higiene!
Karl Marx: A lavagem do pé, enquanto atividade vital do
anfíbio, encontra-se profundamente alterada no panorama capitalista. O
sapo, obviamente um proletário, tendo que vender sua força de trabalho
para um sistema de produção baseado na detenção da propriedade privada
pelas classes dominantes, gasta em atividade produtiva alienada o tempo
que deveria ter para si próprio. Em conseqüência, a miséria domina os
campos, e o sapo não tem acesso à própria lagoa, que em tempos
imemoriais fazia parte do sistema comum de produção.
Friedrich Engels: isso mesmo.Michael Foucault: Em primeiro lugar, creio que deveríamos começar a análise do poder a partir de suas extremidades menos visíveis, a partir dos discursos médicos de saúde, por exemplo. Por que deveria o sapo lavar o pé? Se analisarmos os hábitos higiênicos e sanitários da Europa no século XII, veremos que os sapos possuíam uma menor preocupação em relação à higiene do pé – bem como de outras áreas do corpo. Somente com a preocupação burguesa em relação às disciplinas – domesticação do corpo do indivíduo, sem a qual o sistema capitalista jamais seria possível – é que surge a preocupação com a lavagem do pé. Portanto, temos o discurso da lavagem do pé como sinal sintomático da sociedade disciplinar.
Max Weber: A conduta do sapo só poderá ser compreendida em termos de ação social racional orientada por valores. A crescente racionalização e o desencantamento do mundo provocaram, no pensamento ocidental, uma preocupação excessiva na orientação racional com relação a fins. Eis que, portanto, parece absurdo à maior parte das pessoas o sapo não lavar o pé. Entretanto, é fundamental que seja compreendido que, se o sapo não lava o pé, é porque tal atitude encontra-se perfeitamente coerente com seu sistema valorativo – a vida na lagoa.
Friedrich Nietzsche: Um espírito astucioso e camuflado, um gosto anfíbio pela dissimulação – herança de povos mediterrâneos, certamente – uma incisividade de espírito ainda não encontrada nas mais ermas redondezas de quaisquer lagoas do mundo dito civilizado. Um animal que, livrando-se de qualquer metafísica, e que, aprimorando seu instinto de realidade, com a dolcezza audaciosa já perdida pelo europeu moderno, nega o ato supremo, o ato cuja negação configura a mais nítida – e difícil – fronteira entre o Sapo e aquele que está por vir, o Além- do-Sapo: a lavagem do pé.
John Locke: Em primeiro lugar, faz-se mister refutar a tese de Filmer sobre a lavagem bíblica dos pés. Se fosse assim, eu próprio seria obrigado a lavar meus pés na lagoa, o que, sustento, não é o caso. Cada súdito contrata com o Soberano para proteger sua propriedade, e entendo contido nesse ideal o conceito de liberdade. Se o sapo não quer lavar o pé, o Soberano não pode obrigá-lo, tampouco recriminá-lo pelo chulé. E ainda afirmo: caso o Soberano queira, incorrendo em erro, obrigá-lo, o sapo possuirá legítimo direito de resistência contra esta reconhecida injustiça e opressão.
Immanuel Kant: O sapo age moralmente, pois, ao deixar de lavar seu pé, nada faz além de agir segundo sua lei moral universal apriorística, que prescreve atitudes consoantes com o que o sujeito cognoscente possa querer que se torne uma ação universal.
Nota de Freud: Kant jamais lavou seus pés.
Sigmund Freud: Um superego exacerbado pode ser a causa da falta de higiene do sapo. Quando analisava o caso de Dora, há vinte anos, pude perceber alguns dos traços deste problema. De fato, em meus numerosos estudos posteriores, pude constatar que a aversão pela limpeza, do mesmo modo que a obsessão por ela, podem constituir-se num desejo de autopunição. A causa disso encontra-se, sem dúvida, na construção do superego a partir das figuras perdidas dos pais, que antes representavam a fonte de todo conteúdo moral do girino.
Carl Jung: O mito do sapo do deserto, presente no imaginário semita, vem a calhar para a compreensão do fenômeno. O inconsciente coletivo do sapo, em outras épocas desenvolvido, guardou em sua composição mais íntima a idéia da seca, da privação, da necessidade. Por isso, mesmo quando colocado frente a uma lagoa, em época de abundância, o sapo não lava o pé.
Soren Kierkegaard: O sapo lavando o pé ou não, o que importa é a existência.
George Hegel: podemos observar na lavagem do pé a manifestação da Dialética. Observando a História, constatamos uma evolução gradativa da ignorância absoluta do sapo – em relação à higiene – para uma preocupação maior em relação a esta. Ao longo da evolução do Espírito da História, vemos os sapos se aproximando cada vez mais das lagoas, cada vez mais comprando esponjas e sabões. O que falta agora é, tão somente, lavar o pé, coisa que, quando concluída, representará o fim da História e o ápice do progresso.
Auguste Comte: O sapo deve lavar o pé, posto que a higiene é imprescindível. A lavagem do pé deve ser submetida a procedimentos científicos universal e atemporalmente válidos. Só assim poder-se-á obter um conhecimento verdadeiro a respeito.
Arthur Schopenhauer: O sapo cujo pé vejo lavar é nada mais que uma representação, um fenômeno, oriundo da ilusão fundamental que é o meu princípio de razão, parte componente do principio individuationis, a que a sabedoria vedanta chamou “véu de Maya”. A Vontade, que o velho e grande filósofo de Königsberg chamou de Coisa-em si, e que Platão localizava no mundo das idéias, essa força cega que está por trás de qualquer fenômeno, jamais poderá ser capturada por nós, seres individuados, através do princípio da razão, conforme já demonstrado por mim em uma série de trabalhos, entre os quais o que considero o maior livro de filosofia já escrito no passado, no presente e no futuro: “O mundo como vontade e representação”.
Aristóteles. O [sapo] lava de acordo com sua natureza! Se imitasse, estaria fazendo arte . Como [a arte] é digna somente do homem, é forçoso reconhecer que o sapo lava segundo sua natureza de sapo, passando da potência ao ato. O sapo que não lava o pé é o ser que não consegue realizar [essa] transição da potência ao ato.
Platão:
Górgias: Por Zeus, Sócrates, os sapos não lavam os seus pés porque não gostam da água!
Sócrates: Pensemos um pouco, ó Górgias. Tu assumiste, quando há pouco dialogava com Filebo, que o sapo é um ser vivo, correto?
Górgias: Sou forçado a admitir que sim.
Sócrates: Pois bem, e se o sapo é um ser vivo, deve forçosamente fazer parte de uma categoria determinada de seres vivos, posto que estes dividem-se em categorias segundo seu modo de vida e sua forma corporal; os cavalos são diferentes das hidras e estas dos falcões, e assim por diante, correto?
Górgias: Sim, tu estás novamente correto.
Sócrates: A característica dos sapos é a de ser habitante da água e da terra, pois é isso que os antigos queriam dizer quando afirmaram que este animal era anfíbio, como, aliás, Homero e Hesíodo já nos atestam. Tu pensas que seria possível um sapo viver somente no deserto, tendo ele necessidade de duas vidas por natureza,ó Górgias?
Górgias: Jamais ouvi qualquer notícia a respeito.
Sócrates: Pois isto se dá porque os sapos vivem nas lagoas, nos lagos e nas poças, vistos que são animais, pertencem e uma categoria, e esta categoria é dada segundo a característica dos sapos serem anfíbios.
Górgias: É verdade.
Sócrates: precisando da lagoa, ó Górgias meu caro, tu achas que seria o sapo insano o suficiente para não gostar de água?
Górgias: não, não, não, mil vezes não, Ó Sócrates!
Sócrates: Então somos forçados a concluir que o sapo não lava o pé por outro motivo, que não a repulsa à água
Górgias: de acordo
Diógenes, o Cínico: Dane-se o sapo, eu só quero tomar meu sol.
Parmênides de Eléia: Como poderia o sapo lavar os pés, ó deuses, se o movimento não existe?
Heráclito de Éfeso: Quando o sapo lava o pé, nem ele nem o pé são mais os mesmos, pois ambos se modificam na lavagem, devido à impermanência das coisas.
Epicuro: O sapo deve alcançar o prazer, que é o Bem supremo, mas sem excessos. Que lave ou não o pé, decida-se de acordo com a circunstância. O vital é que mantenha a serenidade de espírito e fuja da dor.
Estóicos: O sapo deve lavar seu pé de acordo com as estações do ano. No inverno, mantenha-o sujo, que é de acordo com a natureza. No verão, lave-o delicadamente à beira das fontes, mas sem exageros. E que pare de comer tantas moscas, a comida só serve para o sustento do corpo.
Descartes: nada distingo na lavagem do pé senão figura, movimento e extensão. O sapo é nada mais que um autômato, um mecanismo. Deve lavar seus pés para promover a autoconservação, como um relógio precisa de corda.
Nicolau Maquiavel: A lavagem do pé deve ser exigida sem rigor excessivo, o que poderia causar ódio ao Príncipe, mas com força tal que traga a este o respeito e o temor dos súditos. Luís da França, ao imperar na Itália, atraído pela ambição dos venezianos, mal agiu ao exigir que os sapos da Lombardia tivessem os pés cortados e os lagos tomados caso não aquiescessem à sua vontade. Como se vê, pagou integralmente o preço de tal crueldade, pois os sapos esquecem mais facilmente um pai assassinado que um pé cortado e uma lagoa confiscada.
Jacques Rousseau: Os sapos nascem livres, mas em toda parte coaxam agrilhoados; são presos, é certo, pela própria ganância dos seus semelhantes, que impedem uns aos outros de lavarem os pés à beira da lagoa. Somente com a alienação de cada qual de seu ramo ou touceira de capim, e mesmo de sua própria pessoa, poder-se-á firmar um contrato justo, no qual a liberdade do estado de natureza é substituída pela liberdade civil.
Max Horkheimer e Theoror Adorno: A cultura popular diferencia-se da cultura de massas, filha bastarda da indústria cultural. Para a primeira, a lavagem do pé é algo ritual e sazonal, inerente ao grupamento societário; para a segunda, a ação impetuosa da razão instrumental, em sua irracionalidade galopante, transforma em mercadoria e modismo a lavagem do pé, exterminando antigas tradições e obrigando os sapos a um procedimento diário de higienização.
Antonio Gramsci: O sapo, e além dele, todos os sapos, só poderão lavar seus pés a partir do momento em que, devido à ação dos intelectuais orgânicos, uma consciência coletiva principiar a se desenvolver gradativamente na classe batráquia. Consciência de sua importância e função social no modo de produção da vida. Com a guerra de posições – representada pela progressiva formação, através do aparato ideológico da sociedade civil, de consensos favoráveis – serão criadas possibilidades para uma nova hegemonia, dessa vez sob a direção das classes anteriormente subordinadas.
Norberto Bobbio: existem três tipos de teoria sobre o sapo não lavar o pé. O primeiro tipo aceita a não-lavagem do pé como natural, nada existindo a reprovar nesse ato. O segundo tipo acredita que ela seja moral ou axiologicamente errada. A terceira espécie limita-se a descrever o fenômeno, procurando uma certa neutralidade.
Liberal de Orkut (esse indivíduo cada vez mais anônimo): o sapo não lava o pé por ser um indivíduo liberto da opressão estatal. Mas qualquer coisa é só arrumar um emprego público e utilizar o lavado do Leviatã!
SOBRE SEU AUTOR:
Depois de quase seis meses que este texto foi publicado neste blog e com mais de 40 mil acessos, uma leitora nos revelou, finalmente, quem é o autor deste texto. Como disse na apresentação, eu o recebi por email e na época estava assinado como “autor desconhecido”. Agora sei que esse texto é de Carlos Frederico Pereira da Silva Gama e foi publicado pela primeira vez no site Usina de Letras. Agradeço a contribuição da leitora Luciana.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Dedico essa canção ao povo que está na luta em BH e Rio. Todo poder ao povo. Essa merda é nossa!
Dedico essa canção ao povo que está na luta em BH e Rio. Todo poder ao povo. Essa merda é nossa!
(Recuse/Resista)
Caos no Ad (Anno Domini)
Tanques nas ruas
Polícia confrontando
Sangrando os plebeus
Multidão furiosa
Queimando carros
Derramamento de sangue se inicia
Quem irá sobreviver?!
Caos no Ad (Anno Domini)
Exército em cerco
Alarme total
Estou cansado disto
Dentro do estado
A guerra é criada
Terra sem dono
Que merda é essa?!
Recuse, resista!
Caos no Ad (Anno Domini)
Desordem desencadeada
Começando a queimar
Começando a linchar
Silêncio significa morte
Permaneça de pé
O medo interno
Seu pior inimigo
Recuse, resista!
terça-feira, 18 de junho de 2013
REFLEXÃO SOBRE A "REVOLTA DO VINAGRE"
Ontem participei do maior ato político em vida. Era muito novo à época das Diretas e do Fora Collor para participar na "rua". Não me recordo nos últimos vinte anos mais de 200 mil pessoas nas ruas em 30 cidades diferentes, sem organizações sindicais ou partidárias bancando ônibus, lanche, camiseta e bandeira. Como ser politizado que sou, deveria estar contente. Exultante. Mas não estou. Confesso que estou triste e com medo, apesar da liderança do movimento em São Paulo serem impecáveis em não "despolitizar" os atos e seguram seu objetivo "nas unhas", o que merece todos os elogios do universo, pois só quem já organizou alguma atividade "séria" sabe o quanto isso é difícil. Atos horizontais, sem entidades bancando, organizando ou defenindo pautas. Apenas a reinvicação de um projeto de transporte público, eficiente e gratuito garantindo às pessoas a livre locomoção pela cidade. E de imediato a revogação imediata do aumento das passagens. Simples assim. Há oito anos!
Aí mora minha "tristeza". Até quinta, 13 de junho o que me orgulhava era que eram dez mil jovens que sabiam exatamente o que estavam fazendo. Tanto era que a polícia teve de usar de violência extrema para conseguir dispersar a multidão, pois ninguém corria, ninguém recuava: "a rua era nossa". Até então éramos vândalos, baderneiros, "sem causa justa", "utópicos". Nas últimas 48 horas o adversário mudou a tática. Ao invés de bater, passou a "massagear o ego". Direitistas arrogantes e anti populares históricos como Reinaldo Azevedo, Jabor, Pondé, Folha, Estadão, etc passaram "a apoiar" o "exercicio da democracia". Em todos esses anos "nessa indústria vital", aprendi que quando seu inimigo passa a te elogiar, algo está errado. Afinal meu objetivo bate de frente com ele, não converge. Ao perceber as postagens pela segunda-feira, percebi uma despolitização, para não dizer uma "direitização" do discurso das pessoas. Não era a toa. Na porrada não venceram, agora a estratégia é "minar por dentro". A maioria das pessoas que "acordaram" ontem estão sendo usadas para nos fazer "dormir". Uma completa despolitização e ainda pior, uma partidarização do discurso fingida de anti-partidarismo. Explico: a maioria já quer que o ato não seja "pela revogação do aumento" mas contra a "corrupção", a favor da "educação, da saúde, etc". Ou seja, alienar o movimento. Alguma vez na sua vida você viu algum político dizer "eu roubava até ontem, mas vi a população pedir o fim da corrupção e me "converti" a honestidade"? Você já viu algum índice de violência cair quando a classe media alta perde um ente querido e convoca um "ato pela paz" com camisetas brancas"? Não e nem verá, pois esses atos apenas massageam o ego de quem vai, dá a sensação de dever cumprido e no dia seguinte: tudo igual. Aí mora o perigo.
Além de defenderem esses discursos vazios, havia discursos contra o PT, contra o Haddad, contra a Dilma e muito poucos (exceto na primeira bateria, onde estavam os militantes que estão desde o começo) contra o Alckmin que também aumentou em igual valor a passagem ainda com o agravante de ter batido. Ou seja a "classe media sofre" abraçou a causa para destruí-la, inconscientemente (ou não) manipulada pelos seus oráculos jornalísticos. Agora, aquele que até quinta me chamava de vândalo e falava que meu único objetivo era "atrapalhar o trânsito" agora comprou uma bandeira do Brasil e uma camiseta branca e ainda vem gritar "sem partido"!? Não pertenço a nenhuma agremiação politica o que me faz dizer o que vou dizer com tranquilidade pois não advogo em causa própria (pelo menos não em causa de algum partido). O cara pede democracia e quer impedir a presença de partidos no ato? O cara se declara anarquista e vem querer "governar a ideologia alheia"? Esses partidos de esquerda estão desde o começo do movimento (há oito anos!) tomando porrada junto, bomba, gás, bala e agora que a classe media descobriu o movimento e percebeu um lugar para sua choradeira "anti-petista" (quem der eles tivessem um projeto "tão" à esquerda assim para essa histeria!) querem que PSTU, PSOL, PCO, PT (sim, é estranho, mas existe uma ala deles que apóia o movimento, mesmo sendo um partido de situação (!?)) e etc não levem suas bandeiras? Aquele mesmo cara que nos chamava de vândalos até três dias atrás. Agora querem dividir o movimento. Ou seja, eles roeram o osso, agora podem nos entregar o filé-mignon para a classe media fazer sua propaganda anti partidos de esquerda. Será que aqueles que gritaram "sem partido" votaram e votarão nulo? Creio que não. Votarão em alguém com propotas populares como a gratuidade no transporte? Creio que não. Ou seja, nunca ajudou e quando veio, foi para atrapalhar. Para aqueles que não sabem, em Porto Alegre, uma das cidades que conseguiram revogar o aumento com o movimento, quem protocolou a ação na Justiça foi o Psol, agindo conjuntamente na rua (presssionando) e na burocracia (seja judiciária ou legislativa). Você sabia que a primeira pixação que se tem notícia no Brasil foi em 1968 o famoso "Abaixo a Ditadura", etrenizado por Raul Seixas nos versos "quem não tem papel dá recado pelo muro"? A pixação sempre foi uma arma política e esses moleques (já tá virando refrão) estão desde o primeiro ato. Agora que a mídia "abraçou" a causa eles não são mais bem vindos? A "consciência" era tanta que os mesmos "punks" que cantava oportunistamente "sem partido" aproveitando a despolitização da massa recém egressa, em instantes cantava "eu sou brasileiro, com muito orgulho" e o hino nacional? Que porra é essa? O cara é "anarquista" mas se vangloreia de suas fronteiras imaginárias (para ter fronteira tem que ter pelo menos dois governos!!!) e de símbolos pátrios? Os primeiros que nos apoiaram foram os turcos e estrangeiros, quando aqui ainda éramos "vândalos" e o ministro da Justiça oferecia a Policia Federal e o Exército para o Estado nos reprimir, com total subserviência e apoio dos trolls feiciboquianos. Alguém já viu algum hino mudar algo, exceto na França onde as pessoas levaram a "Marselhea" ao pé da letra e foram às armas? Como diria os Titãs "Não sou brasileiro, não sou estrangeiro, não sou de lugar nenum, nenhuma pátria me pariu".
A coisa estava tão estranha que num determinado momento um moleque saca um cartaz "Dilma chupa minha bola" no momento que passava uma caravana de um movimento feminista que o cercaram aos gritos de "machistas, fascistas, não passarão". A coisa mais politizada até aquele momento. E confesso que escrevo rindo, pois lembro da cara do garoto assustado, cercado por um monte de meninas "frágeis" linchando-o moralmente. Gol! Ainda há esperança. Aliás, há esperança pra caralho. Me incomodava ver o mundo inteiro se insurgir contra o pensamento único neoliberal e só aqui a gente "deitado em berço esplêndido" (para desespero da maioria dos nsacionalistas eu sei essa letra de cor, ao contrário deles que tanto a defendem). Sim, o povo acordou, mas o poder não dormiu. Querem nos dividir. Querem nos despolitizar. Querem desviar o foco até tudo dispersar sem nada mudar. Entregaram o anel para não perder o dedo, mas queremos suas mãos!
Não perderemos o foco: REVOGAR O AUMENTO E EXIGIR UM PROJETO POLÍTICO PARA O PASSE LIVRE!
Aproveite o momento histórico, crie sua pauta e convoque sua passeata pela bandeira, pela camisa branca, contra a violência, contra a corrupção, pela obrigatoriedade do uso do pó anti-séptico ou contra a não transmissão de jogos de críquete. Proteste pelo que você quiser, afinal o que queremos é justamente democracia. Mas não venha ser massa de manobra para tentar destruir por dentro um dos maiores movimentos populares já visto na nossa história recente. Aprenda que democracia é o povo na rua, o governo do povo pelo povo (pelo menos aquela que sonhamos)! Você que diz que acordou agora, acorda mesmo porra! Desde de Roma é assim: dividir e conquistar. Expulse quem está do nosso lado desde o começo para incluir alguns "moderados "sem vandalismo"". E lá vamos nos de novo voltar para o zero. Pois a primeira bomba de gás que estourar, não vai sobrar um almeidinha sequer fazendo pombinha com a mão e lá estarão os mesmos "vândalos" com e sem partido, com ou sem pixações defendendo nosso direito de acreditar, lutar, ir e vir e eles voltarão para suas vidas "burguesas sem sonhos que não sejam traduzíveis em bens materiais".
HASTA LA VITORIA, SIEMPRE! (não vou citar quem disse isso porque alguns leram na Veja que ele é do mal).
DIREITA, FASCISTAS, NÃO PASSARÃO!
Aí mora minha "tristeza". Até quinta, 13 de junho o que me orgulhava era que eram dez mil jovens que sabiam exatamente o que estavam fazendo. Tanto era que a polícia teve de usar de violência extrema para conseguir dispersar a multidão, pois ninguém corria, ninguém recuava: "a rua era nossa". Até então éramos vândalos, baderneiros, "sem causa justa", "utópicos". Nas últimas 48 horas o adversário mudou a tática. Ao invés de bater, passou a "massagear o ego". Direitistas arrogantes e anti populares históricos como Reinaldo Azevedo, Jabor, Pondé, Folha, Estadão, etc passaram "a apoiar" o "exercicio da democracia". Em todos esses anos "nessa indústria vital", aprendi que quando seu inimigo passa a te elogiar, algo está errado. Afinal meu objetivo bate de frente com ele, não converge. Ao perceber as postagens pela segunda-feira, percebi uma despolitização, para não dizer uma "direitização" do discurso das pessoas. Não era a toa. Na porrada não venceram, agora a estratégia é "minar por dentro". A maioria das pessoas que "acordaram" ontem estão sendo usadas para nos fazer "dormir". Uma completa despolitização e ainda pior, uma partidarização do discurso fingida de anti-partidarismo. Explico: a maioria já quer que o ato não seja "pela revogação do aumento" mas contra a "corrupção", a favor da "educação, da saúde, etc". Ou seja, alienar o movimento. Alguma vez na sua vida você viu algum político dizer "eu roubava até ontem, mas vi a população pedir o fim da corrupção e me "converti" a honestidade"? Você já viu algum índice de violência cair quando a classe media alta perde um ente querido e convoca um "ato pela paz" com camisetas brancas"? Não e nem verá, pois esses atos apenas massageam o ego de quem vai, dá a sensação de dever cumprido e no dia seguinte: tudo igual. Aí mora o perigo.
Além de defenderem esses discursos vazios, havia discursos contra o PT, contra o Haddad, contra a Dilma e muito poucos (exceto na primeira bateria, onde estavam os militantes que estão desde o começo) contra o Alckmin que também aumentou em igual valor a passagem ainda com o agravante de ter batido. Ou seja a "classe media sofre" abraçou a causa para destruí-la, inconscientemente (ou não) manipulada pelos seus oráculos jornalísticos. Agora, aquele que até quinta me chamava de vândalo e falava que meu único objetivo era "atrapalhar o trânsito" agora comprou uma bandeira do Brasil e uma camiseta branca e ainda vem gritar "sem partido"!? Não pertenço a nenhuma agremiação politica o que me faz dizer o que vou dizer com tranquilidade pois não advogo em causa própria (pelo menos não em causa de algum partido). O cara pede democracia e quer impedir a presença de partidos no ato? O cara se declara anarquista e vem querer "governar a ideologia alheia"? Esses partidos de esquerda estão desde o começo do movimento (há oito anos!) tomando porrada junto, bomba, gás, bala e agora que a classe media descobriu o movimento e percebeu um lugar para sua choradeira "anti-petista" (quem der eles tivessem um projeto "tão" à esquerda assim para essa histeria!) querem que PSTU, PSOL, PCO, PT (sim, é estranho, mas existe uma ala deles que apóia o movimento, mesmo sendo um partido de situação (!?)) e etc não levem suas bandeiras? Aquele mesmo cara que nos chamava de vândalos até três dias atrás. Agora querem dividir o movimento. Ou seja, eles roeram o osso, agora podem nos entregar o filé-mignon para a classe media fazer sua propaganda anti partidos de esquerda. Será que aqueles que gritaram "sem partido" votaram e votarão nulo? Creio que não. Votarão em alguém com propotas populares como a gratuidade no transporte? Creio que não. Ou seja, nunca ajudou e quando veio, foi para atrapalhar. Para aqueles que não sabem, em Porto Alegre, uma das cidades que conseguiram revogar o aumento com o movimento, quem protocolou a ação na Justiça foi o Psol, agindo conjuntamente na rua (presssionando) e na burocracia (seja judiciária ou legislativa). Você sabia que a primeira pixação que se tem notícia no Brasil foi em 1968 o famoso "Abaixo a Ditadura", etrenizado por Raul Seixas nos versos "quem não tem papel dá recado pelo muro"? A pixação sempre foi uma arma política e esses moleques (já tá virando refrão) estão desde o primeiro ato. Agora que a mídia "abraçou" a causa eles não são mais bem vindos? A "consciência" era tanta que os mesmos "punks" que cantava oportunistamente "sem partido" aproveitando a despolitização da massa recém egressa, em instantes cantava "eu sou brasileiro, com muito orgulho" e o hino nacional? Que porra é essa? O cara é "anarquista" mas se vangloreia de suas fronteiras imaginárias (para ter fronteira tem que ter pelo menos dois governos!!!) e de símbolos pátrios? Os primeiros que nos apoiaram foram os turcos e estrangeiros, quando aqui ainda éramos "vândalos" e o ministro da Justiça oferecia a Policia Federal e o Exército para o Estado nos reprimir, com total subserviência e apoio dos trolls feiciboquianos. Alguém já viu algum hino mudar algo, exceto na França onde as pessoas levaram a "Marselhea" ao pé da letra e foram às armas? Como diria os Titãs "Não sou brasileiro, não sou estrangeiro, não sou de lugar nenum, nenhuma pátria me pariu".
A coisa estava tão estranha que num determinado momento um moleque saca um cartaz "Dilma chupa minha bola" no momento que passava uma caravana de um movimento feminista que o cercaram aos gritos de "machistas, fascistas, não passarão". A coisa mais politizada até aquele momento. E confesso que escrevo rindo, pois lembro da cara do garoto assustado, cercado por um monte de meninas "frágeis" linchando-o moralmente. Gol! Ainda há esperança. Aliás, há esperança pra caralho. Me incomodava ver o mundo inteiro se insurgir contra o pensamento único neoliberal e só aqui a gente "deitado em berço esplêndido" (para desespero da maioria dos nsacionalistas eu sei essa letra de cor, ao contrário deles que tanto a defendem). Sim, o povo acordou, mas o poder não dormiu. Querem nos dividir. Querem nos despolitizar. Querem desviar o foco até tudo dispersar sem nada mudar. Entregaram o anel para não perder o dedo, mas queremos suas mãos!
Não perderemos o foco: REVOGAR O AUMENTO E EXIGIR UM PROJETO POLÍTICO PARA O PASSE LIVRE!
Aproveite o momento histórico, crie sua pauta e convoque sua passeata pela bandeira, pela camisa branca, contra a violência, contra a corrupção, pela obrigatoriedade do uso do pó anti-séptico ou contra a não transmissão de jogos de críquete. Proteste pelo que você quiser, afinal o que queremos é justamente democracia. Mas não venha ser massa de manobra para tentar destruir por dentro um dos maiores movimentos populares já visto na nossa história recente. Aprenda que democracia é o povo na rua, o governo do povo pelo povo (pelo menos aquela que sonhamos)! Você que diz que acordou agora, acorda mesmo porra! Desde de Roma é assim: dividir e conquistar. Expulse quem está do nosso lado desde o começo para incluir alguns "moderados "sem vandalismo"". E lá vamos nos de novo voltar para o zero. Pois a primeira bomba de gás que estourar, não vai sobrar um almeidinha sequer fazendo pombinha com a mão e lá estarão os mesmos "vândalos" com e sem partido, com ou sem pixações defendendo nosso direito de acreditar, lutar, ir e vir e eles voltarão para suas vidas "burguesas sem sonhos que não sejam traduzíveis em bens materiais".
HASTA LA VITORIA, SIEMPRE! (não vou citar quem disse isso porque alguns leram na Veja que ele é do mal).
DIREITA, FASCISTAS, NÃO PASSARÃO!
sábado, 11 de maio de 2013
ALGUMAS CITAÇÕES QUE ME DEFINEM MELHOR QUE QUALQUER PALAVRA MINHA
“Sem a MÚSICA, não haveria sentido em viver”.
“Deveis sentir-vos orgulhosos do vosso inimigo; então os triunfos dele serão também triunfos vossos”.
“Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória. Seja vosso trabalho uma luta! Seja vossa paz uma vitória”.
“Desde que há homens, o homem tem se divertido pouco: é esse, meus irmãos, o único pecado original”. (Friedrich Whilhelm Nietzsche)
“Só a natureza é divina, e ela não é divina”.
“Há metafísica bastante em não pensar em nada”.
“Não tenho ambições, nem desejos / Ser poeta não é uma ambição minha / É a minha maneira de estar sozinho.”
(...) “Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.
“LOUCO, sim, louco, porque quis grandeza (...) // (...) Sem a loucura que é o homem / Mais que a besta sadia, Cadaver addiado que procria?”.
“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo” (Fernando Pessoa em seus vários heterônimos).
“NO MESMO RIO ESTAMOS E NÃO ESTAMOS, SOMOS E NÃO SOMOS”. (Heráclito)
“Não sei se cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vendo, não vem” (José Saramago)
“Sonho que se sonha só, é apenas um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
“Não sei para onde estou indo, mas sei que estou no meu caminho / Enquanto você me critica eu estou no meu caminho.” (Raul Seixas e Paulo Coelho)
”Quando eu nasci veio um anjo safado (...) que determinou eu ia ser errado assim, (..) mas vou até o fim”
“Não chore ainda não, que eu tenho um violão e se a felicidade é de samba há de querer ficar”.
“Os escafandristas virão explorar / sua casa, seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos // Sábios em vão tentarão decifrar / o eco de antigas palavras / Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos / Vestígios de uma antiga civilização” (Chico Buarque)
“Lealdade, paciência, esperteza, teimosia e mais dia menos dia a lei da selva vai mudar // Todos juntos somos fortes, somos flecha, somos arco, todos nós no mesmo barco não há nada para temer, do meu lado há um amigo que eu tenho que proteger” (Chico Buarque, Luiz Enriquez e Sérgio Bardotti)
“Uma lei para leão e boi é opressão”
“(...) primeiro a noção que homem estava um corpo distinto da sua alma, está para ser excomungada; (...) fundir a aparente superfície sempre, e mostre o infinito onde estava escondido. Se as portas da percepção estiverem limpas (abertas) sempre aparecerá para o homem como ela é, infinita “. (William Blake)
“Fazíamos amor como dois músicos que se juntam para tocar sonatas. (...), o piano ia por um lado, e o violino por outro, e disso saia a sonata, mas veja, no fundo não nos encontrávamos. Eu descobri isso logo, (...) mas as sonatas são tão bonitas” (Julio Cortázar)
“Minha alma é um carrossel vazio no crepúsculo”. (Pablo Neruda)
“Um gênio é feito de 10% de inspiração e 90% de transpiração” (Tomas Edison, frase muiito usada por Tom Jobim, Stravinsky e Beethoven)
ENTRE MUITOS OUTROS QUE O ESPAÇO NÃO PERMITE CITAR...
SEU QUIXOTE DO BORRÃO
É meu caro Cervantes*
você descreveu como me sinto
há muitos anos
Lutando contra moinhos
sem ninguém te ouvir
Você acha que
seu Quixote se fodia
Veja minha luta
e perceba o que é estar fodido
Aboli o título aristocrático
meus moinhos
hoje são usinas nucleares
Meus sonhos
minhas armas
descarregadas
Meus textos estão na gaveta
minhas músicas
silenciosamente mudas na estante
meus amores
são vias de mão única
Ninguém me quer
Ninguém me ouve
Ninguém me segue
Nem direito a um Sancho
o destino me deu
Aliás,
estou com o corpo do Sancho**
sem Rocinante***
sozinho
caminhando sem chegar
Todos me acham (ou pelo menos me tratam como)
um trouxa a ser ignorado
ou ao menos desprezado
digno de pena
dotado da solidão.
Mundo individualista
Fascistas se organizando
Fanáticos religiosos juntos
Ganhou algo, conseguiu uma estabilidade
vire-se para si:
foda-se o "nós"
só vale o "eu".
Veja, meu caro Cervantes
sozinho, gordo, baixo,
desprezado e sonhando
meus moinhos hoje são usinas nucleares
E a usina me vence
de novo
E percebo
que não sou nada
que isso me sobra
Ídolos "endireitados"
O Rock'N'Roll ficou careta
e o Sexo e Drogas
virou fuga
de um sistema onde todos
se "degladeiam cortezmente"****
Sou pobre,
não sou nobre
não sou esperto
e estou aqui
me recuperando
das batalhas perdidas
sempre perdidas
sem cortes no pulso
mas com lágrimas nos olhos
condenado pelo destino
a ter consciência
a ter consciência
a ter consciência
de que não é nada
de que não vale nada
de que todos te desprezam
de que todos te ignoram
Ninguém te ama
Ninguém te quer
Ninguém quer te ouvir
Ninguém,
nem Sancho barrigudo
Mas só resta
se preparar para a
próxima batalha
contra todos os moinhos e usinas
para perder de novo
Para minha mãe
sou uma criança
Meu pai
me achava um preguiçoso
Dulcineia
tem mais o que fazer
O mundo
não "tem coragem de ouvir"*****
Sou um chato
ninguém quer estar perto
ninguém
Só por isso
Não sou ninguém
Não tenho dinheiro
não vou ser "artista"
só me restou chorar e chorar
e chorar
O vento do moinho
bate na minha cara
regela minhas lágrimas
me mostrando:
você perdeu
você perdeu
você perdeu
sua quixotesca luta
por um mundo melhor e mais sensível
pelo amor
você perdeu
não convenceu ninguém
nem a si mesmo...
Luiz Ricas 11/05/2013 10h15 aproximadamente e revisado às 13h52
* CERVANTES, Miguel de. Autor do livro "El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha", de 1605. Livro que satiriza os romances de cavalaria e se tornou um dos mais lidos de todos os tempos até hoje.
** SANCHO PANÇA. Fiel escudeiro de Dom Quixote de La Mancha
*** ROCINANTE. Cavalo de Dom Quixote
**** citação de verso da letra da música do Tom Zé "São, São Paulo"
***** citação de verso da letra da música do Barão Vermelho "O poeta está vivo" em homenagem a Cazuza, cujo a letra faz um paralelo da atividade do poeta com a luta quixotesca.
você descreveu como me sinto
há muitos anos
Lutando contra moinhos
sem ninguém te ouvir
Você acha que
seu Quixote se fodia
Veja minha luta
e perceba o que é estar fodido
Aboli o título aristocrático
meus moinhos
hoje são usinas nucleares
Meus sonhos
minhas armas
descarregadas
Meus textos estão na gaveta
minhas músicas
silenciosamente mudas na estante
meus amores
são vias de mão única
Ninguém me quer
Ninguém me ouve
Ninguém me segue
Nem direito a um Sancho
o destino me deu
Aliás,
estou com o corpo do Sancho**
sem Rocinante***
sozinho
caminhando sem chegar
Todos me acham (ou pelo menos me tratam como)
um trouxa a ser ignorado
ou ao menos desprezado
digno de pena
dotado da solidão.
Mundo individualista
Fascistas se organizando
Fanáticos religiosos juntos
Ganhou algo, conseguiu uma estabilidade
vire-se para si:
foda-se o "nós"
só vale o "eu".
Veja, meu caro Cervantes
sozinho, gordo, baixo,
desprezado e sonhando
meus moinhos hoje são usinas nucleares
E a usina me vence
de novo
E percebo
que não sou nada
que isso me sobra
Ídolos "endireitados"
O Rock'N'Roll ficou careta
e o Sexo e Drogas
virou fuga
de um sistema onde todos
se "degladeiam cortezmente"****
Sou pobre,
não sou nobre
não sou esperto
e estou aqui
me recuperando
das batalhas perdidas
sempre perdidas
sem cortes no pulso
mas com lágrimas nos olhos
condenado pelo destino
a ter consciência
a ter consciência
a ter consciência
de que não é nada
de que não vale nada
de que todos te desprezam
de que todos te ignoram
Ninguém te ama
Ninguém te quer
Ninguém quer te ouvir
Ninguém,
nem Sancho barrigudo
Mas só resta
se preparar para a
próxima batalha
contra todos os moinhos e usinas
para perder de novo
Para minha mãe
sou uma criança
Meu pai
me achava um preguiçoso
Dulcineia
tem mais o que fazer
O mundo
não "tem coragem de ouvir"*****
Sou um chato
ninguém quer estar perto
ninguém
Só por isso
Não sou ninguém
Não tenho dinheiro
não vou ser "artista"
só me restou chorar e chorar
e chorar
O vento do moinho
bate na minha cara
regela minhas lágrimas
me mostrando:
você perdeu
você perdeu
você perdeu
sua quixotesca luta
por um mundo melhor e mais sensível
pelo amor
você perdeu
não convenceu ninguém
nem a si mesmo...
Luiz Ricas 11/05/2013 10h15 aproximadamente e revisado às 13h52
* CERVANTES, Miguel de. Autor do livro "El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha", de 1605. Livro que satiriza os romances de cavalaria e se tornou um dos mais lidos de todos os tempos até hoje.
** SANCHO PANÇA. Fiel escudeiro de Dom Quixote de La Mancha
*** ROCINANTE. Cavalo de Dom Quixote
**** citação de verso da letra da música do Tom Zé "São, São Paulo"
***** citação de verso da letra da música do Barão Vermelho "O poeta está vivo" em homenagem a Cazuza, cujo a letra faz um paralelo da atividade do poeta com a luta quixotesca.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Eu não sei o que é amar
Eu não sei o que é amar
só sei que quando sinto seu cheiro
ou o gosto dos seus lábios
ou quando meus olhos te vem
meu coração acelera
minha respiração falha
todas as funções do meu corpo se alteram
minha alma se agita
minha mente apaga todos os pensamentos que não estão em você
Eu realmente não sei o que é amar
Não sei o que é amar sem você
só sei que quando sinto seu cheiro
ou o gosto dos seus lábios
ou quando meus olhos te vem
meu coração acelera
minha respiração falha
todas as funções do meu corpo se alteram
minha alma se agita
minha mente apaga todos os pensamentos que não estão em você
Eu realmente não sei o que é amar
Não sei o que é amar sem você
apenas acredito no deus Amor
Você quer me impor seus preconceitos
Você quer me impor sua sexualidade
Você quer me impor sua visão de mundo
Você quer me impor sua revelação
Você segue líderes duvidosos
que apenas pregam o ódio
e apenas plantam a dor
e apenas colhem moedas de prata de traição
Você dissemina o ódio
Você dissemina preconceito
Você desagrega famílias
em nome do medo do desconhecido
E ainda acha que vai pro céu
E ainda acha que vai pro céu
Seu Deus prega ódio
seu Deus prega culpa
Seu Deus prega dor
E meu Deus é o amor
Sim eu acredito no Amor
Sim eu tenho fé no Amor
Sim eu acredito no Amor
Sim eu tenho fé no Amor
Apenas no amor eu acredito
Apenas o Amor me salva
Pode até chamá-lo de Deus
Mas apenas acredito no deus Amor
Você quer me impor sua sexualidade
Você quer me impor sua visão de mundo
Você quer me impor sua revelação
Você segue líderes duvidosos
que apenas pregam o ódio
e apenas plantam a dor
e apenas colhem moedas de prata de traição
Você dissemina o ódio
Você dissemina preconceito
Você desagrega famílias
em nome do medo do desconhecido
E ainda acha que vai pro céu
E ainda acha que vai pro céu
Seu Deus prega ódio
seu Deus prega culpa
Seu Deus prega dor
E meu Deus é o amor
Sim eu acredito no Amor
Sim eu tenho fé no Amor
Sim eu acredito no Amor
Sim eu tenho fé no Amor
Apenas no amor eu acredito
Apenas o Amor me salva
Pode até chamá-lo de Deus
Mas apenas acredito no deus Amor
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz nascimento do Sol a todos
Feliz nascimento do Sol a todos. Que o senso coletivo e agregador dessa época se mantenha nos outros 364 dias do ano.
Nessa época, muitas reconciliações, ocorrem, muitos amores surgem e o espírito solidário ganha proporções que deveriam ser a rotina, mas não são. Vinte e cinco de dezembro historicamente é um feriado religioso. Nessa mesma época, em calendários distintos, culturas distintas sempre celebram o nascer de Deus. No Egito, celebra-se o nascer de Hórus, o filho de Ísis e Osíris, o deus que encarna, formando assim a trindade "executiva" da religião egípcia. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Diversos povos tribais, de religiões que cultuam a natureza como expressão divina na Terra, do campo ("paganus" em latim, ou se preferir: "pagão") celebram o nascer do Sol nessa época. O Sol nessas culturas é a porção masculina de Deus, em contraponto a Lua, porção feminina do divino e Terra, filha dessa união. Ou seja, novamente o momento em que se consolida (exalta-se) a natureza triparde de Deus. Na antiga Roma também era celebrado o nascer do Deus-pai, simbolizado pelo Sol. Quando o cristianismo, uma reforma do judaísmo (uma religião monoteísta praticada principalmente na Palestina) se torna a religião oficial de Roma, em 320, a festa do nascer do Sol, se torna o aniversário de Jesus Cristo, o deus encarnado da religião cristã e 25 de Dezembro no ocidente passa a ser conhecido simplesmente como Natal (nascimento). Com o advento da burguesia (classe comerciante) ao poder, essa data passou a ser associada a dar presentes, tornando-se também a maior data comercial do mundo. A troca de presentes comprados, supostamente entregues por um velhinho moralista se torna o assunto principal nessa época ao invés da celebração da presença e da dádiva divina na Terra, contexto original da celebração que me comunica muito mais com minha religiosadade pagã. Ou seja, quase todas as religiões do ocidente, seja ao norte, seja ao sul celebram hoje a união de todos em torno Dàquele que nos criou, independente do nome que tú dê a Ele, a forma que tú celebras ou até mesmo se tú celebras ou acreditas. Seja religioso ou não, crente ou ateu, sensível ou não: isso me interessa.
Então
Natalis Solis Invicti
a todos
Luiz
Nessa época, muitas reconciliações, ocorrem, muitos amores surgem e o espírito solidário ganha proporções que deveriam ser a rotina, mas não são. Vinte e cinco de dezembro historicamente é um feriado religioso. Nessa mesma época, em calendários distintos, culturas distintas sempre celebram o nascer de Deus. No Egito, celebra-se o nascer de Hórus, o filho de Ísis e Osíris, o deus que encarna, formando assim a trindade "executiva" da religião egípcia. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Diversos povos tribais, de religiões que cultuam a natureza como expressão divina na Terra, do campo ("paganus" em latim, ou se preferir: "pagão") celebram o nascer do Sol nessa época. O Sol nessas culturas é a porção masculina de Deus, em contraponto a Lua, porção feminina do divino e Terra, filha dessa união. Ou seja, novamente o momento em que se consolida (exalta-se) a natureza triparde de Deus. Na antiga Roma também era celebrado o nascer do Deus-pai, simbolizado pelo Sol. Quando o cristianismo, uma reforma do judaísmo (uma religião monoteísta praticada principalmente na Palestina) se torna a religião oficial de Roma, em 320, a festa do nascer do Sol, se torna o aniversário de Jesus Cristo, o deus encarnado da religião cristã e 25 de Dezembro no ocidente passa a ser conhecido simplesmente como Natal (nascimento). Com o advento da burguesia (classe comerciante) ao poder, essa data passou a ser associada a dar presentes, tornando-se também a maior data comercial do mundo. A troca de presentes comprados, supostamente entregues por um velhinho moralista se torna o assunto principal nessa época ao invés da celebração da presença e da dádiva divina na Terra, contexto original da celebração que me comunica muito mais com minha religiosadade pagã. Ou seja, quase todas as religiões do ocidente, seja ao norte, seja ao sul celebram hoje a união de todos em torno Dàquele que nos criou, independente do nome que tú dê a Ele, a forma que tú celebras ou até mesmo se tú celebras ou acreditas. Seja religioso ou não, crente ou ateu, sensível ou não: isso me interessa.
Então
Natalis Solis Invicti
a todos
Luiz
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Hoje é dia de gória
Hoje é dia de gória. Quando comecei a acompanhar futebol, o Corinthians era chamado de time regional, pois nunca havia ganho um campeonato nacional. Em 1987 fomos vice-campẽao paulista e fizemos mais festa do que o campeão, pois o time havia ficado em último lugar no primeiro turno e chegou as finais no segundo turno. Ali eu entendi o que é ser Corinthians. É acreditar, é lutar, é ter fé, e acima de tudo, ter raça. Uma unidade espiritual entre torcida e clube que se tornam uma coisa só. Sempre falamos que títulos não eram o principal. Nossa história não é (somente) contada em taças, mas em manifestações de amor, luta e união. Somos o time do povo para o povo. Somos o povo que sorri na miséria, que agrega ricos e pobres, brancos e negros, religiosos e ateus, em suma, somos uma só coisa. A torcida que virou nação justamente na época em que não ganhava títulos.
Para nós sempre foi mais importante ser isso do que necessariamente ganhar. Em 1976, perdemos o campeonato, mas ganhamos a invasão ao Maracanã. Em 2000, reinvadimos o Maracanã. Em 2005, fizemos o Serra Dourada nosso. Em muitos lugares, em muitas situações a torcida corinthiana tornou o jogo algo secundário. Foi fundado por trabalhadores braçais em 1910. O primeiro time da várzea a ganhar o elitista campeonato paulista da época. O time que cinstruiu um estádio em mutirão. Sempre foi o símbolo da unidade popular. A torcida sempre foi seu diferencial. Com a fundação da Gaviões da Fiel, em 1969, esse apoio se sistematizou. Cantar do ínicio ao fim. Jogar com e pelo time, aonde ele for. Quando tomar gol, cante mais alto. O mais importante não é vencer, é ser Corinthians.
Como iniciei, isso nunca foi bem entendido por quem opta torcer por outras bandeiras. Aliado ao nosso religioso fanatismo, todo mundo tem um prazer especial em ironizar nosso amor. Nos chamavam de time regional, até 1990, depois disso, de time nacional. Em 2000 ganhamos o mundo e inventaram que tinhamos que atravessar o mundo para conquistá-lo. Agora atravessamos e ganhamos. Fora a tal Libertadores, eita torneio que doía. Um time raçudo com forte apoio de sua nação, deveria ter a Libertadores como um torneio mais fácil ainda, mas essa pressão fazia com que os times do Corinthians deixassem nossa única exigência de lado, a raça, a fé e a luta. Não era a ironia dos adversários que doia, mas sim deixar de ser Corinthians justamente nessa hora. Por isso as reações intepestivas. Agora, como em 1977, fomos libertados. Em 2007 sofremos um grande golpe na nossa arrogância. Explico: nós, fiel torcida, sempre fomos o 12º jogador e nós, confessamente, achava que com esse craque, a torcida, nunca seríamos rebaixados. Percebemos que se os outros 11 jogadores não tiverem qualidade e não sentissem isso, não seríamos nós que ganharíamos. Mas com o contrário, com onze guerreiros e uma nação nos tornamos muito fortes dentro de campo também. Já ganhamos cinco brasileiros, três copas do Brasil, dois mundiais e uma libertadores, fora mais seis estaduais. Isso em pouco mais de duas décadas.
Hoje ainda somos Corinthians. Onde o mais importante é ser. E agora nos somos e temos. O mundo hoje é preto e branco. Quem viu a cartase de 4 de julho de 2012, de 13 de outubro de 1977 e de 16 de dezembro de 2012 e 1990 talvez consiga compreender que o futebol é muito mais que uma bola e 22 atletas. É uma cartase coletiva, é um dos maiores fenomenos coletivos que a humanidade já viu. É festa, a cachaça do povo nos dopou. Estamos felizes. Por mais sujera que o futebol esparrame, por mais que os problemas meus e do mundo permaneçam os mesmos. Mas ainda assim, estamos felizes e algo que deixa milhões de pessoas felizes, sempre é algo louvável.
Obrigado, Corinthians, por existir. Na vitória ou na derrota eu grito forte: Corinthiano eu serei até a morte. Mas hoje o mundo descobriu isso. Se isso te incomoda, meus sentimentos. Porque hoje a favela está em festa (ou pelo menos de ressaca!). Sim Gil, o axé está com a fiel. Obrigado corinthianismo por me contaminar. Ser Corinthians basta, mas ser Corinthians e campeão é muito melhor. Hoje estamos sorrindo por dentro e por fora. Aquele que já viu o time perder finais para rivais consecutivamente, ser rebaixado, perder eliminações vexatórias, hoje sorri. O sorriso dos fiéis que nunca te abandonaram e nunca irão te abandonar. Na tristeza e hoje, na alegria. Parabéns corinthianos, nós merecemos. Hoje o mundo nos conhece: prazer mundo, Aqui é Corinthians!
Para nós sempre foi mais importante ser isso do que necessariamente ganhar. Em 1976, perdemos o campeonato, mas ganhamos a invasão ao Maracanã. Em 2000, reinvadimos o Maracanã. Em 2005, fizemos o Serra Dourada nosso. Em muitos lugares, em muitas situações a torcida corinthiana tornou o jogo algo secundário. Foi fundado por trabalhadores braçais em 1910. O primeiro time da várzea a ganhar o elitista campeonato paulista da época. O time que cinstruiu um estádio em mutirão. Sempre foi o símbolo da unidade popular. A torcida sempre foi seu diferencial. Com a fundação da Gaviões da Fiel, em 1969, esse apoio se sistematizou. Cantar do ínicio ao fim. Jogar com e pelo time, aonde ele for. Quando tomar gol, cante mais alto. O mais importante não é vencer, é ser Corinthians.
Como iniciei, isso nunca foi bem entendido por quem opta torcer por outras bandeiras. Aliado ao nosso religioso fanatismo, todo mundo tem um prazer especial em ironizar nosso amor. Nos chamavam de time regional, até 1990, depois disso, de time nacional. Em 2000 ganhamos o mundo e inventaram que tinhamos que atravessar o mundo para conquistá-lo. Agora atravessamos e ganhamos. Fora a tal Libertadores, eita torneio que doía. Um time raçudo com forte apoio de sua nação, deveria ter a Libertadores como um torneio mais fácil ainda, mas essa pressão fazia com que os times do Corinthians deixassem nossa única exigência de lado, a raça, a fé e a luta. Não era a ironia dos adversários que doia, mas sim deixar de ser Corinthians justamente nessa hora. Por isso as reações intepestivas. Agora, como em 1977, fomos libertados. Em 2007 sofremos um grande golpe na nossa arrogância. Explico: nós, fiel torcida, sempre fomos o 12º jogador e nós, confessamente, achava que com esse craque, a torcida, nunca seríamos rebaixados. Percebemos que se os outros 11 jogadores não tiverem qualidade e não sentissem isso, não seríamos nós que ganharíamos. Mas com o contrário, com onze guerreiros e uma nação nos tornamos muito fortes dentro de campo também. Já ganhamos cinco brasileiros, três copas do Brasil, dois mundiais e uma libertadores, fora mais seis estaduais. Isso em pouco mais de duas décadas.
Hoje ainda somos Corinthians. Onde o mais importante é ser. E agora nos somos e temos. O mundo hoje é preto e branco. Quem viu a cartase de 4 de julho de 2012, de 13 de outubro de 1977 e de 16 de dezembro de 2012 e 1990 talvez consiga compreender que o futebol é muito mais que uma bola e 22 atletas. É uma cartase coletiva, é um dos maiores fenomenos coletivos que a humanidade já viu. É festa, a cachaça do povo nos dopou. Estamos felizes. Por mais sujera que o futebol esparrame, por mais que os problemas meus e do mundo permaneçam os mesmos. Mas ainda assim, estamos felizes e algo que deixa milhões de pessoas felizes, sempre é algo louvável.
Obrigado, Corinthians, por existir. Na vitória ou na derrota eu grito forte: Corinthiano eu serei até a morte. Mas hoje o mundo descobriu isso. Se isso te incomoda, meus sentimentos. Porque hoje a favela está em festa (ou pelo menos de ressaca!). Sim Gil, o axé está com a fiel. Obrigado corinthianismo por me contaminar. Ser Corinthians basta, mas ser Corinthians e campeão é muito melhor. Hoje estamos sorrindo por dentro e por fora. Aquele que já viu o time perder finais para rivais consecutivamente, ser rebaixado, perder eliminações vexatórias, hoje sorri. O sorriso dos fiéis que nunca te abandonaram e nunca irão te abandonar. Na tristeza e hoje, na alegria. Parabéns corinthianos, nós merecemos. Hoje o mundo nos conhece: prazer mundo, Aqui é Corinthians!
sábado, 25 de agosto de 2012
Sobre as eleições municipais
Pensem comigo: a gente vai aprender a como
fazer uma cidade facista, a gente tira ela da mãos de coronéis
reformados da PM e entrega na mão dos pastores da Universal, daqui há
quatro anos a gente vê qual lado da direita é pior: o militarista ou o
fundamentalista evangélico.
Estão dadas as cartas e demorou pra gente sair dessa cidade e entregar ela de vez para esse bando de "reacionários provincia
Estão dadas as cartas e demorou pra gente sair dessa cidade e entregar ela de vez para esse bando de "reacionários provincia
nos" (Termo de Mario de Andrade pra definir a população paulistana há 90 anos, pena que ainda seja tão atual) que mora nela...
Vamos comprar uma fazenda e fundar uma cidade que a gente possa ficar na praça, fazer arte na rua, beber na calçada, ter árvores na rua, não ter veículo automotor, aonde ganhar dinheiro não seja a única meta humana de vida e poder sorrir e cantar e quem sabe até poder ser feliz sem ninguém me proibir disso ou me mandar pro inferno...
Vamos fundar nossa Utopia porque essa realidade careta e hipócrita é tudo que eu não quero pra minha vida. Mas nossa democracia representativa mostra o quanto sou minoria nessa ilha...
Eu sinto saudades de um tempo (tão próximo e tão distante) onde as pessoas bebiam nas calçadas, riam, pensavam alto, andavam abraçadas nas ruas sem perigo de ser atacado por um grupo nazi-religioso, onde havia intervenções artísticas nas calçadas e nas ruas sem medo de repressão, quando arte não era crime, quando amor em qualquer modo não era contravenção, onde eu conseguia me descolar sem ter um carro (tinha até ônibus de madrugada), entre outros absurdos (na visão da maioria da população)...
Já nem era tão bom mas é incrível como essa cidade piorou nos últimos oito anos e tende a ficar ainda pior nos próximos quatro... Parabéns São Paulo, você conseguiu fazer eu perder a admiração que eu tinha por esse lugar... Parabéns reaças, vocês venceram, eu jogo a toalha...
Vou viajar, em busca dessa ilha, a Utopia, porque essa ilha que moramos já me encheu!
Vamos comprar uma fazenda e fundar uma cidade que a gente possa ficar na praça, fazer arte na rua, beber na calçada, ter árvores na rua, não ter veículo automotor, aonde ganhar dinheiro não seja a única meta humana de vida e poder sorrir e cantar e quem sabe até poder ser feliz sem ninguém me proibir disso ou me mandar pro inferno...
Vamos fundar nossa Utopia porque essa realidade careta e hipócrita é tudo que eu não quero pra minha vida. Mas nossa democracia representativa mostra o quanto sou minoria nessa ilha...
Eu sinto saudades de um tempo (tão próximo e tão distante) onde as pessoas bebiam nas calçadas, riam, pensavam alto, andavam abraçadas nas ruas sem perigo de ser atacado por um grupo nazi-religioso, onde havia intervenções artísticas nas calçadas e nas ruas sem medo de repressão, quando arte não era crime, quando amor em qualquer modo não era contravenção, onde eu conseguia me descolar sem ter um carro (tinha até ônibus de madrugada), entre outros absurdos (na visão da maioria da população)...
Já nem era tão bom mas é incrível como essa cidade piorou nos últimos oito anos e tende a ficar ainda pior nos próximos quatro... Parabéns São Paulo, você conseguiu fazer eu perder a admiração que eu tinha por esse lugar... Parabéns reaças, vocês venceram, eu jogo a toalha...
Vou viajar, em busca dessa ilha, a Utopia, porque essa ilha que moramos já me encheu!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Se era Bayer, era bom? - Sobredrogas: O Globo
Se era Bayer, era bom? - Sobredrogas: O Globo

Um frasco de heroína da Bayer
Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova YorkAlém, de analgésico, a heroína era usada como remédio contra asma, tosse e pneumonia. Misturá-la com glicerina (e comumente açúcar e temperos) reduzia o amargor da substância e o deixava mais palatável para a ingestão oral.
Drops de cocaína para dor de denteEm 1885, eram muito populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.
Ópio para asmaEsse
"National Vaporizer Vapor-OL" era indicado para "asma e outras afecções
espasmódicas". O líquido volátil era colocado em uma panela e aquecido
por um lampião de querosene
Vinho de coca Vinhos
a base de folhas de coca eram muito comuns no século 19. Este do cartaz
acima, da Metcalf, era um dos mais populares. O cartaz a afirma que a
bebida tinha efeitos medicinais, mas o vinho também era era consumido
pelo seu valor "recreador". A Coca-Cola foi, de certa forma, uma versão
sem álcool dos vinhos de coca.
Vinho MarianiEm
1865, o Mariani era o principal vinho de coca do seu tempo. E o Papa
Leão XIII era seu principal garoto-propaganda. O Santo Padre sempre
carregava um frasco de Vinho Mariani na batina, e premiou seu criador,
Angelo Mariani, com uma medalha de ouro do Vaticano.
Opiáceo para bebês
A fórmula, antigamente, para aquietar bebês recém-nascidos não cantiga nem embalo. Era ópio. Esse frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. As dosagens recomendadas eram:
Para crianças com cinco dias: 3 gotas
Duas semanas:8 gotas
Cinco anos: 25 gotas
Adultos: uma colher cheia
Se era Bayer, era bom?
O material abaixo andou circulando pela internet nas últimas semanas. É mais um interessantíssimo exemplo de como os conceitos de ilegalidade e imoralidade a respeito do uso de substâncias psicoativas é relativo e navega ao sabor da cultura, do conhecimento científico e dos hábitos comportamentais contemporâneos das sociedades.Um frasco de heroína da Bayer
Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para crianças
Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova YorkAlém, de analgésico, a heroína era usada como remédio contra asma, tosse e pneumonia. Misturá-la com glicerina (e comumente açúcar e temperos) reduzia o amargor da substância e o deixava mais palatável para a ingestão oral.
A fórmula, antigamente, para aquietar bebês recém-nascidos não cantiga nem embalo. Era ópio. Esse frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. As dosagens recomendadas eram:
Duas semanas:8 gotas
Cinco anos: 25 gotas
Adultos: uma colher cheia
domingo, 1 de julho de 2012
IV SARAU DA Associação de Moradores de Vila Rica
https://www.facebook.com/events/145134512290151/
Quarto sarau da Associação agora com tema dos anos 1970's
Quarto sarau da Associação agora com tema dos anos 1970's
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Quero te bela e forte
Quero te bela e forte
Quero te louca e livre
Quero te única e exuberante
Quero te assim, assim
Vou te fazer feliz
Vou te levar daqui
Aonde você quiser
O que você sonhar
Vamos juntos percorrer
o insano caminho dos sonhos
que parecem aos fracos, irrealizáveis
mas para nós, apenas moinhos
Deixe-me te fazer a mais livre e feliz
mulher que jamais existiu
Quero te louca e livre
Quero te única e exuberante
Quero te assim, assim
Vou te fazer feliz
Vou te levar daqui
Aonde você quiser
O que você sonhar
Vamos juntos percorrer
o insano caminho dos sonhos
que parecem aos fracos, irrealizáveis
mas para nós, apenas moinhos
Deixe-me te fazer a mais livre e feliz
mulher que jamais existiu
És grande no esporte bretão,
O passado ilumina tua história.
Ciente de tua missão:
Vitória, vitória, vitória.
Corinthians do meu coração,
Tu és religião de janeiro a janeiro.
Ser corinthiano é ir além
De ser ou não ser o primeiro.
Ser corinthiano é ser também
Um pouco mais brasileiro.
Tens a tradição
De um clube tantas vezes campeão.
Pelos teus rivais, temido;
Pela tua FIEL, querido.
Ser corinthiano é ir além
De ser ou não ser o primeiro.
Ser corinthiano é ser também
Um pouco mais brasileiro.
Hoje é o dia que começaremos a lutar por nossa terceira Libertação (1977, 1990, 2012)
VAI CORINTHIANS
COMO Diria Gilberto Gil: "O axé está com a fiel, Mas de repente o ano é santo, a gente tá no céu, O time é forte, a sorte é grande, o axé tá com a Fiel"
Ser corintiano é decidir
Que todo ano a gente vai sofrer
Se enrolar no pano da bandeira
E reclamar se o time não vencer
Mas de repente o ano é santo, a gente tá no céu
O time é forte, a sorte é grande, o axé tá com a Fiel
O axé tá com a Fiel
Voa suave o gavião
O axé tá com a Fiel
Bate na trave o coração
Ser corintiano é mergulhar
No oceano da ilusão que afoga
Não importa o plano do destino
Cada jogo é o coração que joga
Bate na trave a ilusão da gente, vai que vai
Chuta de novo que o coração entra e o grito sai:
É gol!
Corintiá
É gol!
Corintimão
http://www.youtube.com/watch?v=ulCfg5PWxpI
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Feliz aniversário, sir Paul
We're gonna have a good time
I'm glad it's your birthday
Happy birthday to youBridge
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